sexta-feira, 1 de junho de 2012

Esteira de bolso.


Portátil, a corda pode ser uma alternativa para quem quer emagrecer, e ainda trabalha a coordenação motora.

Pular corda é brincadeira de criança. para os adultos que deixaram de brincar com ela há um bom tempo, o que um dia foi diversão interminável pode ser hoje um exercício difício de aprender. É preciso desenvolver uma coordenação motora específica para combinar o ritmo da corda com o dos saltos e evitar chicotadas doloridas pelo corpo - infelizmente, elas acontecem, sim, no começo. Mas enfrentar as frustrações de um começo desastrado tem as suas compensações. Além do prazer de superar a falta de habilidade e conseguir dominar a corda, a repetição dos saltos oferece um desafio novo para o sistema energético. Quando se engrena nu ritmo rápido e constante, a frequênciacardíacase eleva ao patamar ideal para queimar gordura.

Segundo o pesquisador Luiz Carlos Carnevali Jr., coautor do livro Exercício, emagrecimento e intensidade de treinamento (Phorte Editora, 2011) o gasto energético durante a sessão de saltos e o seu potencial emagrecedor irão depender da intensidade que você conseguir alcançar. "Sem dúvida, esse exercício contribui muito para o condicionamento aeróbio, mas para emagrecer ele terá de ser longo e puxado", diz Carnevali.

O maior obstáculo às sessões intensas de treino de corda poderá ser o cansaço dos músculos da panturilha, principalmente o gastrocnêmio. Esses músculostêm predominância de fibras vemelhas, que são aeróbias e alcançam rapidamente a fadiga quando recrutadas para fazer trabalhos de alta intensidade. Um trabalho de preparação dessa musculatura na musculação e um alongamento caprichado ao final dos treinos será desejável para garantir que a panturrilha aguente firme. Com menos ênfase, as sessões mais longas de saltos com corda recrutam a lombar e a musculatura paravertebral, o abômen, os braços, os ombros e o peitoral. Só não vá exagerar. Quem faz sessões muito longas ou muito frequentes pode ter dores contraindicadas nas pernas e nos pés.

À medida que você for melhorando a técnica básica, com saltos bilaterais simples, será interessante acrescentar desafios novos ao treino. Experimente pular com um pé só. Depois, alterne-os, como numa corrida, sem sair do lugar. Num outro dia, pule afastando e aproximando os pés para frente e para trás ou para os lados. Depois, salte cruzando o braços à frente do corpo. Ou subindo e descendo de um step. Cada nível de dificuldade exige um novo ajuste na coordenação motora fina e permite tornar o treino mais intenso. Você poderá dizer que sabe pular corda quando conseguir fazer o salto duplo, batendo a corda das vezes  no chão durante um único salto, o que se consegue dobrando a rapidez do giro e saltando um pouco mais alto. Nesse estágio é que o treino se torna realmente intenso e você pode começar a exigir mais de si mesmo.

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Fonte: revista SportLife, parceira da Axxium.

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